segunda-feira, 26 de abril de 2010

Eu, depois Eu e por fim Eu...

Você passa sinais vermelhos em cruzamentos, sorri e sente privelegiado por ser tão inteligente.

Você acha dinheiro no chão e se sente tão sortudo e feliz por só vc ter visto.

Você passa pelo menino com fome e perde 2 segundos com pena dele.

Mas a alegria da vantagem é maior do que qualquer desgraça alheia, de qualquer perigo que possa ter causado, do que qualquer fome que não tenha matado, de qualquer tristeza que tenha negligenciado.

Pq nosso mundo é o mundo do Eu-próprio, Eu-herói de mim mesmo, como se toda a constelação girasse entorno do próprio umbigo.

Vivemos na bolha de auto proteção que nos salva e nos redime de qualquer preocupação que não seja em nós mesmos.

E o pior que preferimos não pensar nisso.

E pior ainda é que gostamos.

quarta-feira, 3 de março de 2010

A Volta...

No último post reclamei que fazia tempo que não escrevia.

Dessa vez sei que foi preguiça ao contrário da outrora falta de tempo...

Levo a vida nesse ritmo diário e cansativo, entre o frio na barriga de começar algo novo e o conforto da acomodação de ficar com as coisas velhas.

Deixei esse verso antigo "TARDES" pra lembrar da época em que tinha tardes ociosas pra escrever, hoje não sei mais o que é sessão da tarde e seus filmes de cachorros espertos ou carros desgovernados, só sei o que é trabalho.

Que não soe como reclamação, Deus que me perdoe! Hoje sou outra pessoa pelas responsabilidades que tenho.

Só não se esqueçam meus amigos, do outro lado de cada um de vcs, façam coisas boas, se divirtam, riam e façam rir, sejam amados e principalmente amem. Pq ningúem enche o coração de ninguém a não ser nós mesmos.

TARDES

TARDES
tardes que doem pra passar
ventos que batem mas não vão levar
o pó
de mais um dia vazio que passou
luz que se vai
estrelas que vem
pra acompanhar o nó
da garganta,
o gosto seco do choro preso
represso como rio.
que molham o sorriso
que afio
pra te mostrar
que eu to bem...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Sobre o Fim de Ano

*




Página em branco, cabeça cheia, e uma inegável vontade de escrever.


Passei umas semanas sem atualizar este blog e sem ter muito tempo pra escrever.


Às vezes vem coisas na mente que dá vontade de sair teclando mas tento e às vezes não consigo indexar tudo e fazer com que aqueles pensamentos soltos e profundos tenham algum nexo e certa coerência.


Época difícil essa a de final de ano. E tem quem diga final dos tempos por tantas barbáries mundiais e sociais que prestigiamos no nosso dia a dia.


Difícil pq é a época em que todos os sentimentos afloram principalmente aquele sentimento coletivo e abrasivo no sentido mais amplo da palavra.


Abrasivo pq é quente e une pessoas distantes, amigos de longas datas, familiares brigados e simplesmente aquele camarada que vc não vai com a cara.


Abrasivo pq corrói seu coração desesperado e desequilibrado quando suas lembranças e lamentações são maiores que sua esperança e alegria naturais dessa época do ano.


São dias capazes de trazer alegria e ao mesmo tempo tristeza, coisa tão comum, como se fosse o fim de um ciclo.


É a chance de dizermos pra nós mesmos que podemos recomeçar que podemos dar o próximo passo com se fosse realmente o primeiro. E tudo isso trás medo, indecisão, força, esperança e tristeza, como a primeira vez sem rodinhas ou o primeiro passo.


Como se fosse o fim para o recomeço, como tudo nessa vida...


*

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O Vencedor

*


"Olha lá, quem acha que perder
 É ser menor na vida
 Olha lá, quem sempre quer vitória
 Perde a glória de chorar"



Otimismo

s.m. Atitude daqueles para quem tudo no mundo é o melhor possível, ou para
quem a soma dos bens supera a dos males. / Tendência a ver tudo bem;
tendência daqueles que se consideram satisfeitos com o atual estado de coisas.
(Antôn.: pessimismo. Var.: optimismo.)




Vencer

v.t. Obter vitória sobre; triunfar de; derrotar: vencer o adversário. / Obter resultado
favorável em;



Que palavra mais complexa.



Ainda mais quando nos deparamos com situações em que a derrota significa mais que a vitória e situações em que a vitória não é mais que um feito corriqueiro, normal e sem significado.

Tá aí... Acho que cheguei no ponto desse questionamento.

Acho que o verdadeiro sentido da vitória é quando ela tem um significado.

Sendo assim podemos considerar as pequenas derrotas da vida como grandes
vitórias já que nos trazem aprendizado e tem seu sentido, seu significado.

Triste é a pessoa que olha para trás e não consegue enxergar o hoje.

Triste pq não conseguiu ver o quanto cresceu com suas vitórias e o quanto maior
foi seu aprendizado com suas derrotas.

Não consegue enxergar que é melhor hoje pq já sofreu no passado e se lamenta

em um vício diário e desconstrutivo.

Que maravilha é o exercício diário de ser positivo.

Exercício sim!


Não pense que é fácil ser positivo todos os dias, com os problemas de casa,
trabalho, relacionamento...

O que tem a perder quem pensa dessa forma?


Eu quero e eu preciso pensar e sentir assim cada dia dessa vida, em um

exercício diário de busca da felicidade, primeiro dentro de mim e que essa
felicidade transborde e contamine tudo que estiver a minha volta...


"Se não houver frutos, que valha a intenção da semente..."

*

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

V.I.P.

" Irmão, consegui três ingressos VIPs pro maracanã hj, vamos? "

Sem pensar muito respondi o obvio...

- Claro!!!


Acho que só me dei conta realmente da real situação quando cheguei ao maracanã naquele dia.

Como se todas as outras vezes que fui pra qualquer evento em uma área VIP viessem como um filme, um impacto.

Como eu nunca tinha parado pra pensar sobre isso?

O estádio estava lotado digno de uma final de campeonato e as pessoas se aglomeravam e se encaixavam, umas incomodando as outras em um ritual permissível e tribal como só as paixões podem causar. Um total clima de entendimento pairava no ar como se alí realmente todos fossem iguais.

Eu?

Eu estava na área VIP, sem ninguém do meu lado, espaçoso e tranquilo.

Acho que foi por isso que consegui reparar como as coisas funcionavam alí...

Centenas de cadeiras vazias na área VIP enquanto o RESTANTE divididos de mim por uma simples grade se aglomerava carinhosamente para sofrer juntos durante os noventa minutos.

E ai de quem pulasse tal grade, tinha um coroa frequentador da digníssima área que alertava os furiosos PMs e seus carinhosos cacetetes contra qualquer invasão.

Bem como não é só de amor que a vida anda, tirei dalí a melhore frase daquele jogo vinda de um garotinho que deveria ter seus 5 aninhos de idade no colo do pai em meio aquele sufoco:



- Pai?  Pq agente não se senta alí naquelas cadeirinhas?

- Pq alí meu filho, é lugar de gente importante...

- Mas pai você não me disse que eu sou importante?


O jogo pra mim acabou alí...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Vida e Morte

Quanto tempo vive um ser humano?

70, 80 anos?

Quem tem a sensação que já viveu muito esteja com idade que estiver?

Eu e meu velho medo do desconhecido estamos aqui de volta pra questionar algumas coisas pra variar...

É justo tão pouco tempo pra complexidade (no sentido bom da palavra) e a maravilha que é o ser humano?

O que acontece com as mentes brilhantes ou não? com tudo o que aprendemos? com tudo que nos moldamos durante o tempo? o que acontece depois?

Some na imensidão? desaparece pura e simplesmente como um estalo?

O que nos move aqui?

Que tipo de sentimento nos move?

Somos apenas reflexos instintivos?

Seria o amor um simples mecanismo de reprodução?

Que sentido teria a reprodução?

Quanta pergunta...

Acredite, nem quero entrar no campo religioso, não neste blog.

Falar de religião atualmente virou algo meio repulsivo, é algo que incomoda muitas pessoas.

Parece algo inalcansável, que revira um íntimo que procuramos adormecer sejamos crentes em religiões ou não.

O culto materialista-racional que nos tomou conta sem que percebessemos criou uma casca a ponto de ridicularizarmos quem crê em algo.

Tudo bem que tem sim os crentes pé-no-saco que não falam de outra coisa senão de religião, aí eu até concordo, realmente é difícil de aturar...

Ah sim... O Desconhecido...

Não, eu não esqueci o motivo desta dissertação...

Pq quando falamos em morte procuramos logo afugentar essas idéias?

Acho que temer a morte é temer o desconhecido, é como passar por uma porta na qual não vemos o que tem dentro, e o medo de sumir com tudo que conquistamos intimamente.

Mas mesmo raciocinando quem não tem medo dela?

O racional diria que é o fim da vida orgânica, fim de uma formação química aleatória.

O Religioso diria que é o fim para o inicio da vida eterna...

Eu diria: " Pelo amor de Deus será que ninguém percebe que tudo é obra do acaso? "